quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quando o Sol Está Nascendo, Lá no Comecinho da Manhã - parte 1

Quando o sol está nascendo, lá no comecinho da manhã (Parte I)
É fim de ano e eu estou triste… Triste, pois fui abandonado pela criatura que mais amei. Fui traído na minha própria casa…
Alejandro me deixou com os iguanas que eu dei a Carlisle: Fernando e Roberta.
Para me alegrarem, a família resolveu fazer uma festa de Natal em minha homenagem. Me deram até um Barney Noel. Mas, como todo ano…Estou sem fazer nada!
“Mas porque Emmett, você está sem fazer nada?” Você deve estar se perguntando. Simples.
É Natal!
E assim como na Páscoa, Ação de Graças, Aniversários e todos os outros eventos festivos, Alice se apodera de toda a parte de organização da festa, me deixando de segundo plano. Tentei até criar um feriado: O dia da vampira desastrada.
Como se comemora? É fácil. Basta espalhar coisas pela casa e esperar Bella cair. Sim, e daí que vampiros são astutos e graciosos? Ser vampiro canaliza e aumenta tudo o que tínhamos de marcante na vida anterior…
E assim como Alice era chata e virou chatona, Edward era metido e virou metidão, Bella era desastrada e a gravidade ainda existe… Juntando as duas em uma equação você tem… DESASTRE! Mas o feriado não vingou. Acontece que Esme se irritou conosco por Bella ter caído em cima do quadro dos Volturi. Pra compensar a perda, dei um quadro de um italiano mais simpático: Totó!
- Ma Che coisa, Mamma, eles são tutti italiano! – Eu tentei explicar.
- Não me faça bater em você! – ela disse, contrariando as suspeitas de que ela é a mãe mais calma desse mundo.
Então a minha credibilidade nesta casa era zero em relação a… quase tudo. Mas principalmente em organizar festas.
Tudo por causa daquele bendito Halloween que eu me vesti de James e Rose de Bella… Acho que a dramatização não foi o motivo pelo qual Bella se irritou… Mas por Rose ter ficado zarolha enquanto a imitava… Sério, naquele dia no estúdio de ballet, pensei que os dois olhos dela fossem se unir e ela viraria um Ciclope… Como o irmão mais novo de Percy Jackson…
Mas ao me lembrar das histórias do meu herói preferido, lembrei-me de uma coisa que eu não fazia há muito tempo: contar uma historinha para a minha sobrinhazinha. Como era véspera de Natal, todos (menos eu) estavam ocupados. Então só estávamos eu, Nessie e Bella (pois Edward não queria que ela visse seu presente de Natal).
- Nessie? Preparada para ouvir “Quando o sol está nascendo, lá no comecinho da manhã”.
- Emmett! Pensei que tínhamos combinado que você só contaria isso quando Nessie fosse mais velha… – Bella se manifestou, sentando-se no sofá e colocando a filha no colo.
- Sos-se-gue! – eu disse, pausadamente. – Relaxe, Jingle Bells, eu sei o que faço! Não contarei nada que a mente da pobrezinha não consiga assimilar.
- Melhor você não contar nada que A SUA MENTE não possa assimilar. – Bella disse. – Veja lá o que você vai contar hoje para ela…
- Ai mamãe, deixa tio Emmett contar. Eu quero saber em que momento eu apareço, ora bolas. –Nessie disse e Bella sorriu, e eu aposto que ela deve ter pensado “Quer ser o centro das atenções… Tão exibida quanto o pai, que coisa mais linda!”
- Certinho… Mas dessa vez, NÃO ME INTERROMPAM!
“ Era uma vez uma garota humana que estava noiva de um vampirinho exibido, apesar dela não gostar tanto da idéia. Após seu velo trambolho que ela tinha coragem de chamar de carro morrer, ela ganhou nada menos que um Mercedes Guardian.
‘Ahhhh, mas eu quero um desse também!’ Emmett implorou a seu irmão.
‘Não, não e não! Esse carro é para proteger Bella de qualquer perigo, inclusive de você.’ Ele disse.
‘ Mas só porque eu estava tentando mandar Bella para casa de um jeito mais rápido, não significa que eu…’ Emmett tentou se defender.
‘Uma catapulta não é uma maneira eficaz de mandar humanos para casa e sim para a morte.’
‘Droga!’ disse Emmett, desamarrando o garoto Newton de sua catapulta. ‘Nem ao menos esse aqui?’
‘Por mais que eu queira, não posso. Bella quer esse verme no casamento. Só o faça esquecer de tudo o que viu certo?’
‘Está escrito Salvatore na minha testa? Eu não tenho essa habilidade de manipular a memória das pessoas…’
‘Ahhhhh sua anta! Apenas dê uma paulada na cabeça dele e não me amole.’ Rose apareceu com seu jeito manso e sereno para resolver a situação.
Enquanto isso, no núcleo humano sem sal da história, Alice estava se divertindo, brincando de boneca com sua marionete preferida: Charlie Swan. Ao chegar em casa, Bella impediu que seu pai tomasse uma furada de agulha no traseiro e subiu com Alice para provar o seu belíssimo vestido que Alice não deixou ninguém ver… Aquela chatinha!
Mas Bella estava infeliz… Algo faltava em sua vida. Algo peludo, irritante e fedorento. Então ela decide ligar para La Push a fim de matar a saudade da coisinha…
‘Oi Seth, é Bella, eu…’
‘Bella? Oi Bella, é o Seth, Seth Clearwater, irmão da Leah e filho da Sue. Mas claro que você conhece a Sue, ela é amiga do seu pai, quer dizer, eu sei que eles são muito amigos, mas eu queria saber se caso eles tenham algo a mais, nós seríamos irmãos, pois eu adoraria ter uma irmã que vai se transformar em esposa de Edward e em vampira…
‘…Seth…’
‘…Porque por mais que eu tenha a Leah, ela é uma cadela… literalmente. Eu sei que a mamãe não gosta quando eu falo assim, mas a Leah é muito chata. Ela me passou carrapatos esses dias só porque eu disse a ela que a Emily é mais legal, pois a Emily me faz bolinhos e a Leah não toma conta de mim…’
‘…Seth…’
‘…Porque é isso que as irmãs mais velhas fazem, não é? Cuidam dos irmãos caçulas. Pena que quando você virar vampira você não poderá mais voltar para a reserva, pois o pacto não poderá ser rompido, se não eu vou ter que parar de falar com você!’
‘Não seria má idéia…’ Bella sussurrou. ‘Enfim, eu quero notícias de Jake…’
‘Está em algum lugar, mas não quer ser descoberto. Assim que eu obtiver informações eu te ligo. Ou mando um scrap, ou eu…’
‘Tá, tá, eu já entendi… você me avisa!’ Bella disse, perdendo a paciência.
‘Ok. Te vejo no casamento.’ Ele disse, finalmente desligando.
Casamento… Bella pensou. Todos olhando para mim… Eu serei o centro das atenções… E se eu cair, e com certeza eu vou cair, o que os outros vão falar… Pior: TANYA VAI ESTAR LÁ!
‘Alice, me deixe linda como uma noiva nunca esteve antes. ’ Bella disse ao sentar-se na cadeira de salão do banheiro de Alice (ainda me pergunto por que Alice mantém uma dessas em casa).
‘Uma noiva espetacular para calar a boca de piriguetes vampirescas saindo!!’ Ela disse. Com a ajuda de (pasmem) Rose e (pasmem mais ainda) Jasper, Alice transformou um borrão em uma obra de arte.
‘Deixa eu veeeeeeeeeer?’ Emmett pediu de algum lugar da casa.
‘Desculpe grandão, mas só Alice e Rose podem ver Bella vestida de noiva. É a tradição…’ Edward disse.
‘Claro, pois esse casamento é muito tradicional, não é mesmo?’ Emmett disse e Edward só fez concordar. ‘A gente podia fazer uma decoração de Halloween para combinar, eu pegaria minha antiga fantasia de James e…’
‘Nem ouse tocar no nome daquele vampiro insolente.’ Edward disse.
‘Não, estou falando daquele vampiro que mordeu Bella, e não de mim… Além disso, eu sei que sou muito insolente, a Rose me diz isso o tempo todo quando eu caio nas lorotas de …’
‘INSOLENTE, Emmett, não inocente…’ ele disse, dando um pequeno tapa em sua cabeça.
Chegando a hora da festa, um a um os convidados foram chegando… Cada qual com seu comentário a fazer.
‘Olha só, eles aproveitaram as lâmpadas da última festa. Mas que relentagem, povo mais canguinha, tanto dinheiro e eles nem sabem gastar…’ Jéssica Stanley disse.
‘Será que ela morre antes da lua de mel acabar? Espero que sim, ai poderei investir em Edward… Se bem que tem um humano ali que não é de se jogar fora…’ Tanya disse para a sua irmã apontando para o garoto Newton.
‘Bella deve estar tão feliz! Fico muito contente por ela ter me convidado, ela é uma boa amiga e…’ Angela Weber mostrando a sua falta de sal e açúcar.
‘Baboseiras, só está casando com ele porque é rico. Tirando o Cullen, eu sou o melhor dessa cidade.’ Newton disse. Emmett estava ao lado dele a essa hora. Acho que ele se lembrou vagamente da catapulta e de repente se calou.
Então, a tortura começou… A música de ninar de Bella…’”
- Emmett, minha canção de ninar é linda! – Bella defendeu.
- Se a intenção for ninar… ela é perfeita. Chega dar sono e eu nunca durmo. Mas prefiro métodos mais dinâmicos, como historinhas de ninar… Não é Nessie? – eu perguntei.
- Ah titio, eu bem que gosto das mú….
- Como eu ia dizendo… – eu interrompi antes que ela falasse que gosta mais das músicas do que das minhas histórias.
“ A música começou e todos puderam contemplar a criatura mais linda descendo as escadas… Rose…” fui interrompido por um pigarro vindo de alguém que não podia tossir, já que vampiros não ficam doente “… ah, sim, e Bella.
Então o padre deu início ao casório:
‘Estamos aqui reunidos para unir esses dois seres humanos…’
‘Não, não, não, não…’ Bella sussurrou baixinho.
‘Han… essas duas criaturas em sagrado matrimônio. Se há algum dos presentes que não aceite esta união, que fale agora ou…’ Ele nem precisou terminar e pudemos ver as mãos de Tanya, Mike Newton, Jéssica Stanley, Charlie Swan e Rose levantadas.
‘Papai, até você?’ Bella perguntou.
‘Depois daqui você vai para a lua de mel, conseqüentemente vocês vão …’”
- EMMETT. – Bella gritou.
- Calma Bella, eu não vou falar sobre sexo! – eu disse triunfante, fazendo Bella dar um tapinha na testa. Caramba, muita gente faz isso, eu devia tentar qualquer dia desses.
- Relaxe mamãe, eu sei o que é isso. É como eu fui gerada. É como o material genético do papai entrou em contato com o seu e assim eu nasci. Vovô Carlisle explicou. Achei mais fácil de entender do que a de tio Emmett, pois não entendo como algo tão científico consegue demolir uma casa e…
- Então, que tal mais historinha? – eu perguntei, antes que Bella resolvesse me matar.
“Então eles se casaram e foram recepcionar os convidados. Tanya, mais uma vez, vendo que não conseguiu nada com Edward, tentou levar vantagem com Emmett.
‘Ei grandão, quer ir ali comigo?’
‘Não quero não.’ Emmett respondeu.
‘Não quer por quê?’ Ela perguntou.
‘Eu não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não…’ Emmett cantou para ela, fazendo Tanya se aquietar.
Mas então eis que surge um perigo extremamente perigoso… Alguém para atirar toda a atenção de Bella e que deixaria Edward irritado…
‘Quem vem aí, Edward?’ Bella perguntou.
‘É o lobo mau, au au…’ Edward disse.
‘Ahh, pára com isso, nem na Bahia estão ouvindo mais essa música, cara!’ ele tentou se defender. ‘Será que eu, como padrinho, posso dançar com a noiva?’
‘Ahhhh não, não e não, ela vai ficar fedendo para a lua de mel, como é que eu vou perder minha virgindade com Bella cheirando a cachorro?’ Edward disse.
‘VOCÊ… VAI… FAZER… AQUILO COM BELLA?’ Jacob gritou.
‘Jake, é natural, agora que eu sou casada, maior de idade e humana. Vai que como vampira não seja grande coisa? Tenho que aproveitar esses momentos kodaks, compartilhe o momento, compartilhe a vida, entende?’ Bella disse com a naturalidade de quem diz que vai lavar o cabelo.
Mas o ego ferido do Mogli o menino lobo o fez perder a cabeça, pulando em Edward. Lobos surgiram, apartaram a briga e o cãozinho voltou para seu canil.
Era a hora de ir embora para um lugar onde Bella não sabia aonde era. Edward tentou manter segredo até que a menina chegasse ao local. Ao avistar pessoas bronzeadas, uma grande estátua do Cristo Redentor e pessoas falando português, ela matou a charada.
‘Estamos na Espanha!!!’ ela disse.
‘Não, razão da minha existência, sol do meus dias de praia, choque do azul com o …’
‘Tá bom, Edward, já entendi. Onde estamos, afinal?’
‘No Brasil, ora bolas. Estamos indo até a Ilha Esme onde teremos 100% de privacidade.’ Ele afirmou.
‘Então teremos privacidade?’ Bella perguntou.
‘Sim.’ Ele respondeu.
‘Nada mais do que privacidade?’
‘Nada mais do que isso.’
‘Mesmo se um certo impostor de um certo programa de humor dominical cujo tenha um personagem que é prateado e faz uma dança esquisita tente invadir a nossa ilha, eles não vão conseguir invadir?’
‘Positivo, meu amor!’ ele afirmou.
‘Então isso significa que iremos fazer se…’”
- EMMETT! – Bella disse.
- Eu ia dizer sentimentos lindos… – eu tentei me redimir.
“Enquanto eles rumavam para a Ilha Esme (que seria muito mais legal caso se chamasse Ilha Emmett), na casa dos Cullen o pessoal tentava viver a sua vida.
‘E então, Alice, o que vai acontecer?’ Emmett perguntou.
‘Pelo que estou vendo, Bella vai achar as lingeries que eu comprei, mas vai optar por ir só de toalha para a praia. Lá estará Edward, dentro da água, esperando por ela.’
‘Edward é muito esperto. A água do mar vai neutralizar o cheiro de sangue.’ Jasper disse.
‘Blá, ele fez isso, pois não é capaz de destruir uma casa. No máximo vai quebrar a cama.’ Emmett disse, ao mesmo tempo que fazia um *high Five com a Rose.
‘E não é que Emmett acertou? Eles quebrarão a cama.’ Alice afirmou.
‘Não disse? Esta na hora de se aposentar, Alice, pois Emmett Mercado está no comando. E te digo mais, Bella vai gostar, querer mais e Edward não vai querer, pois ele terá machucado ela…’
‘Formidável, Emmett, meus parabéns!’ Todos falaram a ele.”
- Emmett, conte essa história direito de como isso aconteceu. – Alice chegou, cheia de embrulhos.
- Ah, lá vem a estraga prazeres. – Eu disse.
- É, Emmett, até parece que Alice ia ficar bisbilhotando a minha lua-de-mel. – Bella disse, mal sabendo ela que Alice foi como a nossa antena parabólica, captava tudo o que acontecia e falava para a gente.
- Agora chega de papo, estão todos na sala, esperando para entregar os presentes de Nessie. – Alice disse.
- Ah titia, mas eu nem apareci na historinha ainda… – ela resmungou.
- Acho que você vai ganhar uma Box e um pôster de The Vampire Diar… – Alice nem precisou terminar. A menina já tinha descido na velocidade da luz.
- Cadê, cadê? Me dá, me dá. – ela pediu à Alice, que entregou o embrulho pra ela. – Daaaaaaaaaamon!!!! – ela abraçou um pequeno boneco que tinha dentro do embrulho, junto com o DVD e o pôster. Ela apertou o anel em seu dedo e o boneco falou. O que ele disse, não irei reproduzir. Ele é terrível!
- Agora é minha vez. – Jasper disse. – Esse DVD significa muito pra mim, pois esse garoto prova que você pode ser emo e loiro ao mesmo tempo.
- Justin Bieber? Mas ele não é emo, tio Jasper. – ela disse.
- E porque ele tem essa franja cobrindo o olho? – ele perguntou.
- Ah, chega de ladainha. Agora eu vou dar o meu. – Rose deu seu presente. Bonecas da família toda estilo Barbie e um cãozinho todo maltrapilho que ela disse que era o Jacob.
- Legal, agora o tio Emmett poderá contar historinhas ilustrando com as bonecas. – ela disse, animada.
- Sim, monstrinha! – eu disse a ela.
- E vai poder usar o boneco do papai e da mamãe pra eu saber como o material genético deles me geraram.
Não sei o que foi pior, se foi o longo silêncio de um longo minuto ou se foi Rose, Bella e Edward pulando em mim. Lembram da catapulta da minha historinha?
Pois é… Me atiraram ao alto que me perderam de vista.
Mas algo mágico aconteceu. Algo bom e ruim.
O bom é que eu descobri que Papai Noel existe! Eu sempre soube que Carlisle não me dava os presentes, e sim o bom velhinho de roupa vermelha.
O ruim é que eu bati de cabeça com o trenó dele. Mas claro que não aconteceu nada comigo. Porém, estamos no meio do nada, ele ainda está inconsciente e eu com sede. As renas me parecem bem apetitosas. Será que ele ficará chateado se eu comer aquela do nariz vermelho?
E o Natal, como fica? Estou me sentindo o Grinch… Será que eu roubei o Natal? Bem que eu poderia ajudar o velho.
Mas olha só, tive uma boa idéia.
SIM, EU SALVAREI O NATAL! Entregarei os presentes… Alguns eu ficarei. Então se você não ganhou o que pediu ao Papai Noel, provavelmente o presente estará em uma residência em Forks, Washington.
Monstrinhos e monstrinhas, um Feliz Natal, Um Ano Novo cheio de coisas boas e de muitas realizações.
Com muito amor, músculos e medo do Papai Noel me dar carvão de presente,
Tio Emmett Noel !

Emmercy Jackson e o Ladrão de...

Emmercy Jackson e o Ladrão de …
Estava eu no meu martírio diário… Assistir televisão com a minha monstrinha preferida, Nessie.
O quê, Emmett? Martírio, assistir televisão com sua sobrinha preferida (e única)?
Sim.
Vejam, Nessie é viciada em um seriado onde um vampiro se apaixona por uma humana e escreve coisas em seu diário…
Que coisa bizarra. Por favor, se eu fosse um vampiro (opa, mas eu sou, rs) e me apaixonasse por uma humana (esse é o departamento de Edward), naturalmente eu iria compor músicas para ela… Mas como Carlisle não me deixa tocar instrumentos musicais desde o episódio em Londres com as baquetas e fãs alucinadas de Harry Potter achando que Edward era um tal de Cedric (que por sinal, ainda não consigo entender a semelhança), eu escrevo historinhas…
Mas essa história de triângulo amoroso, uma humana no meio, uma vampira piriguete e vampiros saindo à luz do dia me é familiar…
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Mas é claro!!!
Deve ter sido um episódio de Smallville.
Em todo caso, Nessie é louca por coisas místicas. Pudera, quem não seria quando sua família é vampira, seu melhor amigo/futuro namorado pela eternidade (coisa que eu não me orgulho em lembrar) é um lobo fedorento e seu avô paterno é um eterno pateta… Melhor não pensar isso perto de Edward. Ele é dedo-duro.
Então, como disse, Nessie adora coisas estranhas e não me admira que ela tenha se encantado por um vampirinho meia tigela chamado Damon.
- Ai ai, Damon… – Nessie suspirou.
- Desista, monstrinha. Vampiros assim não existem. – eu disse.
- Eu sei, mas… Ele é um deus grego. – ela disse.
- Não é nada. Deuses gregos vivem no Olimpo, são belos e tem casos com mortais. – eu disse.
- E como você sabe disso tudo? – ela me perguntou.
- Simples. Eu tenho um amigo que é filho de um deus grego.
- E qual o nome dele? – Nessie me perguntou.
- Percy… – eu comecei a falar, mas enfim, caiu a ficha. Era hora para mais uma historinha. – … Emmercy Jackson. Emmercy Jackson é filho do deus dos mares, Poseidon… Han… Carleidon?

- Melhor. – ela sorriu.
- Pois então… Vou te contar como o acusaram de roubarem o raio do deus dos céus, Ze… Zeudward.
- Não imagino papai com um raio na mão, titio. – ela me chamou a atenção. Realmente, eu também não.
- Então vou contar como roubaram as chaves do volvo prata de Zeudward. – eu disse e ela sorriu.
“Era uma vez um garoto belo e musculoso chamado Emmercy Jackson. Emmercy Jackson vivia sua vida normal com sua mãe Eslly Jackson e com seu padrasto Jake…”
- Epa, titio, como assim? Jake, casado com a vovó Esme? – Nessie me questionou.
- Bom… Foi a coisa mais fedida que eu achei… – Eu disse, ganhando um olhar de reprovação da minha sobrinha. – Mas é verdade, veja bem, o cheiro dele com certeza encobriria o rastro deixado por um semideus. – eu disse, enquanto ela ia fechando mais ainda a cara. – Ah, Nessie, vamos, eu não quero ter que colocar outro fedorento na história… Já não basta que os amigos humanos de Bella vão ter que entrar também. – eu confidenciei.
- Por quê? – ela perguntou.
- Não contarei. É Spoiler. Aguarde e verá. Ou melhor, ouvirá. – eu falei. – Então…
“O padrasto de Emmercy era literalmente um cão. Infernizava a vida deles dois, dizendo que o pobre Emmercy era burro e tudo mais. Mas Emmercy era um rapazinho legal, apenas incompreendido. Ele tinha um melhor amigo chamado Tumnus… SIM, TUMNUS, antes que minha sobrinha pergunte. Tumnus seguia Emmercy aonde ele fosse. Um belo dia, eles foram ao museu de Forks onde havia imagens de deuses gregos. Seu professor, Xavier, que era cadeirante…”
- Pensei que já havia acabado com essa história de ser um X-Men titio. – Nessie me interrompeu.
- Ah… bem, é que ter um professor telepata deve ser melhor que um professor de biologia que dá uma cebola de ouro para quem acerta as questões que ele propõe.
- Você nunca ganhou a cebola, não é? – ela me perguntou.
- … – eu refleti. Não… Nunca respondi uma pergunta certa. Nem mesmo no dia em que ele perguntou na sala a respeito dos planetas:
“Srta. Hale, me responda qual o último planeta do sistema solar que havia sido rebaixado da categoria de planeta?”
“Plutão. ” Minha ursinha respondeu.
“Muito bem. Sr. Cullen, qual o planeta que vem antes de Plutão?”
“Patetão. ” Eu respondi.
Resultado. Rose ganhou um planeta dourado e eu não ganhei nada. Só uma surra dela quando eu quebrei o seu planeta dourado.
- Não vem ao caso agora. – eu disse a Nessie. – Continuando…
“Então seu professor começou a fazer perguntas para ele, na intenção que ele entendesse sua real condição.
“Emmercy, quem foi Cronus?” professor Xavier perguntou.
“O inventor daquele negócio que minha mãe passa na cara antes de dormir?” Ele revidou.
“Vamos, eu sei que você pode fazer melhor do que isso.” Professor Xavier perguntou.
“Han… Acho que ele foi um titã que engoliu os filhos e depois teve que cuspir quando Zeudward deu algo para ele beber. Ai teve uma luta e ele ficou trancado na Cárie… ”
“No Tártaro. ” Tumnus corrigiu.
“Sim… han… Isso. E então o mundo antigo tinha três deuses principais: Carleidon, Zeudward e Jades…”
“Exatamente.” Professor Xavier disse. “Esses deuses vinham a terra em forma humana para poderem ter relações com os seres humanos daqui. São os chamados semi-deuses. Consegue lembrar o nome de algum, Emmercy?”
Sabendo que o forte de seu amigo não era a inteligência, Tumnus deu um chute em seu pé.
“Ai, meu tendão de Aquiles!” ele gritou.
“Excelente, meu caro.” Professor Xavier disse. “Aquiles foi um dos maiores heróis da Grécia. Sua fraqueza estava em seu calcanhar, pois sua mãe, ao banhá-lo no Rio Estige, na tentativa de torná-lo imortal, deixou seus calcanhares de fora, tornando-o vulnerável naquela parte. Agora, pergunto, Emmercy Jackson… Emmercy? Emmercy Jackson?”
“ZzZz…” Emmercy roncou.
“EMMERCY JACKSON!” O professou gritou. “Sabe qual a importância da mitologia grega nos dias atuais?” Ele perguntou.
“Han… É…” ele gaguejou.
“Deixa pra lá. Mas é bom você estudar bastante.” O professor disse, indo para a sala ao lado, sendo seguido dos demais figurantes. Apenas uma única criatura havia ficado para trás. Uma criatura medonha, estranha e arrepiante.
“Me entregue as chaves do volvo” a coisa feia gritou com ele.
“O quê?” Emmercy perguntou. “Deve estar enganado. Eu dirijo um jeep, e não um volvo.”
Aquela criaturinha bizarra se transformou em algo mais bizarro ainda. Uma criatura com uma pele asquerosa, pelagem dourada e grandes olhos azulados.
“Meus deuses, o que é você?” Emmercy perguntou.
“Uma fúria Newton” Ele declarou.
“Ai meu São Francisco…” Emmercy disse.
A Fúria Newton fez cara de cachorro com dúvida.
“Peraê cara… Numa história com deuses gregos você vem me falar de São Francisco?”
“Ah, é. Ai minha Santa Afrodite… Tô encrencado.”
Então, eis que surge professor Xavier com Tumnus e espantam a coisa loira e estranha, que saiu voando pela janela.
“Aqui já não é mais seguro para Emmercy, Professor. Tenho que levá-lo para você sabe onde. Vou falar com a mãe dele. Temos que protegê-los imediatamente.”
“O quê?” Emmercy queria saber, mas sabia que seria em vão.
Então, foram até sua casa, pegaram algumas coisas, sua mãe, ignorando a presença do Jake fedorento e antes que minha sobrinha interrompa, ele É fedorento. Saíram logo em seguida e caíram na estrada.
No meio do caminho, uma figura enorme e bestial encontrou o pessoal. Ele era… o Ursotauro.”
- Ursotauro? – Nessie me questionou.
- Isso, metade urso e metade touro. – eu respondi.
- Pensei que fosse Minotauro, e que ele era metade touro, metade homem.
- Não há nada de assustador com humanos… Só Jéssica Stanley. Mas ursos são desafiadores. Sabe o que eu sinto em relação aos ursos… São meus preferidos.
- Principalmente aquele amarelo, o ursinho P… – ela começou a falar da minha admiração pelas criaturinhas do Bosque dos 100 Acres. Menos o Leitão. Ele é tão pequeno e chato… Lembra muito a Alice, a sabichona!
- Nessie, Nessie… Vou continuar a historinha. – eu disse, pois ficaria muito mal todos saberem que um cara grande e forte como eu gosta dessas coisas bonitinhas. Eles não são como o Barney. O Barney é… Especial!
“Então ele encontrou o Ursotauro, que pegou sua mãe enquanto ele estava chegando à colina onde ficaria o acampamento que ele ficaria. Ele derrotou o Ursotauro, desmaiou e acordou depois com um lindo anjo loiro tomando conta dele.
“Devo estar no céu… esse é o anjo mais lindo que eu já…”
“Cala a boca, bafo de alga.” O lindo anjo loiro chamado Rosebeth disse. “Você me enoja… Aliás, seu pai, aquele aguado é rival da minha mãe Alitena, a deusa da sabedoria.”
“Aposto que é uma sabichona…” ele disse. “Então, Tumnus estava comigo. Onde ele está?”
“Olá Emmercy, meu amigão.” Tumnus surgiu de algum lugar. Ele não era mais o amigo de Emmercy. Era um pequeno monstrinho com patas de carneiro.
“Caaaaaaara! Você é um… um… FAUNO!” Emmercy gritou.
“Tecnicamente… eu sou um Sátiro. Sabe, mitologia grega, fauno é na romana…” Tumnus tentou explicar, em vão, pois Emmercy estava embriagado com a presença de Rosebeth. “Ah, desisto. Venha, vou apresentar você a Quíron, o centauro responsável por treinar os heróis.”
Vocês devem imaginar a surpresa de Emmercy ao perceber que o Centauro era o seu professor cadeirante, Xavier.
“Caramba, véi! Como você ficava naquela cadeira de rodas com essas patas enormes?” Emmercy perguntou.
“Uma longa história, Emmercy. Aquela cadeira foi um ótimo disfarce.” Ele confidenciou.
“Aposto que se aproveitou pra poder furar fila… Safadinho” Emmercy deu um sorriso malicioso ao seu professor.
“Han, é… Emmercy, aqui é o acampamento meio-sangue. Todos aqui são meio sangue, igual a você. Isso quer dizer, metade humano, metade…”
“Bruxo? Igual a Harry Potter?” Emmercy perguntou.
“Não.” Quíron tentou explicar.
“Então eu não sou um bruxo?” Emmercy perguntou
“Não…” Quíron disse, impaciente.
“Então não estou em um lugar igual a Hogwarts, onde vou aprender magia para poder lutar contra um monstro das trevas que matou os meus p…” Emmercy perguntava, mas foi interrompido por Rosebeth.
“Sua anta, você tem um Q.I. de uma estrela do mar ou o quê? Seu pai é um deus grego. Carleidon, deus dos mares.”
“…” Emmercy engasgou. Seu pai, um deus grego? Isso faria dele um semi-deus. Um herói. “Isso quer dizer que eu sou um herói?”
“Bom, ainda não, mas será.” Quíron disse.
“Como Aquiles?” Emmercy perguntou.
“Sim!” Quíron disse, sorrindo, percebendo o entusiasmo do garoto.
“… EU NÃO QUERO MORRER POR CAUSA DO MEU PÉ!!!” ele disse, começando a chorar. “Eu quero minha mãe, minha mãe que aquele Ursotauro matou!”
De repente, eis que surge uma figura estranha das trevas. Um fundo musical à la Simple Plan começou a tocar e uma cabeleira alisada com uma franja despenteada sorriu.
“Jades…” Quíron disse. “O deus dos mortos e dos emos.”
“Silêncio!” Jades ordenou. “Olá sobrinho! Como pode ver, eu fui excluído do Olimpo por seu pai e seu outro tio, aqueles chatos.”
“Pudera, só vivia se lamentando pelos cantos do Olimpo.” Rosebeth disse.
“Silêncio!” ele ordenou mais uma vez. “Como eu ia dizendo… Eu quero que você me traga as chaves do Volvo Prata de Zeudward. Se não, eu matarei a sua mãe.” Jades disse, saindo de cena.
“Oh meus deuses, e agora, o que fazer?” perguntou Tumnus.
“Vou sair em missão atrás da minha mãe. Mas primeiro, vou visitar o filho de Hermes, o nerd do acampamento: Benluke.” Emmercy respondeu.
Foram até a cabana de Benluke, onde esse estava jogando Colheita Feliz, mas parou o jogo para ajudar seus amigos.
“Muito bem, aqui estão os All Stars alados do meu pai. Mas não cheguem perto de Hella com eles…”
“Hella? A esposa de Zeudward?” Emmercy.
“Sim. Ela tem uma tara por esses sapatos e vai causar uma briga com Alitena…” Benluke disse. “Aqui está o meu escudo preferido. Usei na feira de Cosplay quando fui de cavaleiro do zodíaco.”
“Adoro esse desenho.” Rosebeth disse.
“Claro, sua exibida. Sua mãe é o foco da história… ” Benluke disse, lembrando que seu pai é um mero coadjuvante no Olimpo. “Então, vão agora, pois roubaram algumas cenouras aqui. Ah, é, levem esse mapa. Vocês vão ter que entrar no território de Jades e com esse mapa acharão as pérolas de sua esposa: Tanyefone… Serão necessárias para vocês voltarem. E levem as chaves no templo antes do solstício de verão. ”
Então, com todo o equipamento necessário, mais uma espada que foi dada de presente de Quíron, eles partiram em sua missão. A primeira parada era um lugar onde havia estátuas de pedra.
“Isso não está me cheirando bem…” Rosebeth disse.
“Calma Rosebeth, não há lobos aqui. Só estátuas de pedra. ” Tumnus disse.
Logo eles ouviram um barulho. “Tssss”
“Quando acabar com a lata de Coca, eu quero.” Tumnus disse.
“Ninguém abriu Coca nenhuma, seu quadrúpede… bípede.” Rosebeth disse.
“Tsss…” eles ouviram mais perto.
“Ai meus deuses… Eu sabia. Aqui não é loja de jardinagem coisa nenhuma. Aqui é o covil da Medussica.” Emmercy disse.
“Como você sabia disso?” Rosebeth perguntou, surpresa.
“Eu li naquela placa que está escrito: Covil da Medússica.” Ele apontou para uma placa em Neon na entrada. Rosebeth ia dando um tabefe na sua cabeça, quando viram uma criatura de óculos escuros, chegando, sorrateira.
“Ora, ora, se não é a filha de Alitena e o filho de Carleidon… E um bode fedorento. Que sssurpresa agradável. Estava mesmo precisando de mais estátuas.” Medússica disse.
“Sai fora, mocréia. Você não gosta da gente, pois foi rejeitada pelos deuses do Olimpo. O pai de Emmercy não te quis e minha mãe te dedurou por estar fazendo zona no templo dela.” Rosebeth disse.
“E eu teria conseguido… Mas, agora vou transformar todo mundo em pedra.”
Uma fúria incontrolada surgiu em Rosebeth, como se em outra vida ela tivesse sido alguma rainha de Copas… Ou talvez em outra historinha…
“CORTEM A CABEÇA DELA!” ela gritou.
Imediatamente, Emmercy cortou a cabeça da bendita Medússica, mas resolveu guardar, pois aquilo poderia ser útil.””
- Quando que uma cabeça cortada seria útil, tio Emmett? – Nessie perguntou.
- Ora, Nessie, quantas vezes sua tia Rose arranca minha cabeça e ela ainda funciona? – eu perguntei.
- Mas quando a SUA cabeça, cortada ou não serve pra alguma coisa? – ela perguntou.
- Nessie!!! Que coisa mais rude de se falar. Estou chocado. Onde ouviu isso?
- Tia Rose que falou. – ela confidenciou.
- Ah. Então tudo bem. – eu disse. Nessie é um doce, não falaria isso, sabia que tinha ouvido de alguém mais cruel… Meu pequeno papagaiozinho. – Então, vou voltar à história, tá?!
“Emmercy percebeu que a Medússica usava uma pulseira com uma grande pérola verde.
“Minha mãe teria achado isso extremamente brega” Rosebeth disse.
Depois disso, eles seguiram para o Pantheon, em Nashville, onde acharam uma enorme estátua de Alitena.
“Ela parece tão… alta.” Emmercy disse.
“Não se iluda. É apenas uma estátua. Ela é a mais baixa de todos os deuses do Olimpo.” Tumnus disse.
De repente, quatro homens fortes, mas nem tanto quanto Emmercy, e de pele bronzeada apareceram. Eles diziam em coro.
‘ Entregue as chaves do volvo de prata, Emmercy Jackson’.
‘De novo essa ladainha? Eu não estou com a chaves de ninguém.’ Emmercy se defendeu.
De repente, eles se juntaram em um grande cachorro de três cabeças.
“Misericórdia, que fedor. Pior que o marido da minha mãe.”Emmercy disse.
“Isso é um Sethirus. Cuidado, qualquer movimento em falso e …
“Oooooooi. Quer ser meu melhor amigo? Você parece ser legal! Você também! E você!” cada cabeça dizia a cada um deles.
“Socorro.” sibilou Rosebeth. “Não corte as cabeças… Terão mais e…” ela dizia, mas ai o Sethirus deu uma lambida nela. Numa ira incontrolável, como se alguém tivesse jogado comida na cabeça dela, ela gritou. “VOCÊ ME BABOU COM ESSA LÍNGUA IMUNDA?” ela se revoltou. “Emmercy, a cabeça da Medússica.”
“Ah, mas ele é tão bonitinho. Oh. Sethirus, senta. Rola. Finge de morto. Dá a patinha. Agora fala.”
“Rosebeth é gorda!” o Sethirus disse.
“Bom garoto!”Emmercy disse.
Revoltada com aquilo, Rosebeth pegou a cabeça da Medússica e transformou o cão em pedra.
“E não chore.”ela disse pra Emmercy. “Se não eu transformo você também. Agora coloque esse All Star e vá pegar a pérola que está na coroa da estátua.”
“Porque você não coloca, espertinha?” Emmercy disse, fungando, pois gostava do cãozinho.
“Minha mãe me mataria se eu os colocasse. Agora vá e não me irrite.” ela disse, encerrando o assunto.
Eles então se encaminharam à Las Vegas, onde havia cassinos e essas coisas para as pessoas gastarem dinheiro. Chegando lá, foram até o Cassino Lótus, onde estava acontecendo uma rave.
Ao chegarem lá, uma estranha criatura estava comandando a festa e eles se distraíram com tamanho fascínio.
“O que é aquilo? – Emmercy perguntou.
“É tão… tão… não sei explicar. Não sei o que é. Olha, veja, ele vai dizer alguma coisa.”
Um silêncio se fez, até que a criatura começou a cantar.
“Eu me remexo muito. Eu me remexo muito. Eu me remexo muito. Remexo…”
” MUITO!” o pessoal disse, ao seu redor.
“Acho que é um macaco.” Emmercy disse.
“Um Monkey man.” Rosebeth disse, com um certo interesse nos olhos.
“Não, seus babões.”A pequena criatura de cocar estranho disse. “Eu sou um lêmure. Rei Julien. Maurice? Maurice? Ah, deve estar por aí. Quem são vocês?”
“Somos Rosebeth, Emmercy e Tumnus e estamos aqui…” Rosebeth disse.
“Para remexer.” Rei Julien disse.
“MUITO!” todos os outros figurantes disseram.
“Mas que idéia idiota. Quem é que iria ficar remexendo muito com vocês. Isso é perda de tempo, certo Emmercy? Emmercy?” Rosebeth perguntava, mas quando viu seu companheiro de missão remexendo muito, se revoltou e foi olhar a loja de conveniências do lugar. Tumnus foi arranjar alguma coisa pra comer.
Algum tempo depois, Emmercy começou a ouvir algumas vozes.
“Emmercy, pare. Foque-se na sua missão”
“Será que eu tô virando médium?” ele perguntou a si mesmo. “Eu lembro desse filme sobre aquele mineiro que falava…”
“Não, seu idiota! Apenas foque-se em sua missão.”
E a voz se encerrou.
Ele se lembrou das chaves do volvo, de que tinha que salvar a sua mãe, que tinha que achar Rosebeth e Tumnus.
“Rosebeth, vamos! Precisamos ir.” Ele disse.
“Ah, não. Agora que eu achei um vestido preto maravilhoso que cabe em mim, eu não quero nem saber, você vai ter que me esperar…”
“Esse vestido te deixou gorda.” Emmercy disse, sabendo que ela desistiria do vestido e iria com ele. Tumnus estava mais adiante num rodízio de comida, mas desistiu quando começaram a servir carne de bode.
“Aonde os babões vão?” Rei Julien foi atrás dos nossos heróis.
“Olha aqui, coisinha. Estou irritada, o vestido ficou feio em mim, tenho que confrontar o deus dos mortos e dos emos, então, vaza!” Rosebeth disse.
“Não, não, não!” Rei Julien disse. “Vocês agora são meus súditos. Devem obediência a mim. Onde está Maurice quando eu preciso que ele leia as minhas leis?”
“Cara, sério. Precisamos de uma pérola verde que pertence a Tanyefone. Preciso tirar minha mãe de lá e…”
“Olha as rugas de preocupação na palma da minha mão.” Rei Julien disse. “Além disso, a única pérola verde que eu tenho está aqui nesse meu anel belíssimo. É o anel real. Ninguém toca no anel real. Nem mesmo eu.” Ele disse, tocando no anel real. “Ôpa. Toquei.” Ele disse, rindo.
Rosebeth então pegou a coroa da cabeça do rei.
“Nãaaaaao.” Ele disse. “Minha coroa não, que é meu ganha pão. Sua… sua…”
“Dá logo esse anel, se não meu amiguinho aqui comerá sua coroa.” Ela disse, entregando a coroa para Tumnus.
“Já que pede assim, com tanta delicadeza…” Rei Julien disse, passando o bendito anel real para Rosebeth. Esta, por sua vez, devolveu a coroa para Rei Julien.
“Legal. Agora temos que ir pra Los Angeles.” Emmercy disse, em direção ao carro roubado que eles arranjaram.””
- Pra quem não roubou as chaves do volvo prata do deus Zeudward, Emmercy se saiu muito bem roubando um carro, não? – Nessie me questionou.
- Você se apega muito aos detalhes. Seu mal é esse. Deixa o menino ser feliz, roubando o carro pra salvar a mãe dele. Além do mais, é plausível roubar um carro pra salvar um ente querido. Se não fosse assim, você nem estaria aqui.
- Ah, é. Tinha me esquecido de “Quando a lua está no céu, mas ninguém vê”. – ela disse, me lembrando que logo seria hora de contar a ela “Quando a lua tapa o sol”.
- Hum… Mas não interrompa o titio. Estou quase acabando.
“Então, eles seguiram até o Hades a procura de Jades. Lá encontraram um cara mau encapuzado, com cara de mau encarado que perguntou:
“Qual é a senha?”
“Antônio Nunes!” eles falaram, batendo cada um em sua coxa.
“Podem entrar.” Ele disse, levando-os por um caminho feio.
Chegaram, então, ao palácio de Jades. Na porta foram recebidos por Tanyefone.
“Homens… opa, humanos.” Ela sorriu. “Que bom, não tenho uma companhia há séculos. Só aquele emo descarado, que fica chorando pelos cantos.”
“Estou ouvindo!” Jades gritou de algum lugar da casa.
“E eu com isso? É uma pena terem me colocado como filha de deus Zeudward nessa história. E a songa monga da Hella está lá com ele. Se não, a história seria outra, meu bem. E você tem visitas. Seu sobrinho está aqui com um amiguinho muito apetitoso.” Ela disse, lançando um olhar e piscando ao pequeno fauno.
“Sobrinho!!!” uma figura despenteada apareceu.
“Cruzes…” Tumnus disse.
“Digo isso todos os dias ao acordar.” A deusa piriguetesca disse.
“Calados! Sobrinho. Que ousadia vir ao meu território. Vejo que não tem o bom senso do seu pai.”
“Não, isso ele herdou da tia Hella…” Rosebeth disse.
“Mas, me diga, onde estão as chaves do volvo prata de Zeudward??” Jades perguntou.
“Eu que sei? Eu vim buscar minha mãe?” Emmercy disse.
“Bom… eu realmente estava me cansando dela. Tem uma mania de limpeza terrível. Mas não sairá daqui enquanto não me der as chaves…”
“Cara, eu tenho uma caneta que vira espada, uma loira mal humorada…”
“Heeeeei…” Rosebeth resmungou.
“E esse escudo de um cosplayer…” Ele disse, jogando o escudo no chão.
Ouviu-se um barulho dentro do escudo. Vocês nunca vão acreditar no que era, e se minha sobrinha falar É ÓBVIO QUE SÃO AS CHAVES, eu não conto mais historinhas para ela.
“As chaves.” Todos falaram ao mesmo tempo.
“Peguei.” Jades gritou.
“Não, eu peguei.” Emmercy disse.
“Ô idiotas. A chave ta com a piriguete ali.” Rosebeth disse.
“Isso. Boa amorzinho!” Jades disse. Mas Tanyerfone deu um soco na sua cara e ele caiu desfalecido no chão.
“Mas…” Emmercy disse.
“Olha garoto, se a história fosse outra, eu teria usado essa chave para ter o deus Zeudward para mim. Mas até minha piriguetagem tem limite, e apesar de eu estar casada com meu “tio”, com o pai é muito incesto. Então leva sua mãe daqui e a loira. Mas o fauno fica.”
“Mas porque…?” Tumnus perguntou.
“Primeiro, ele só tem 3 pérolas. Segundo… Nunca experimentei um fauno.” Ela disse, sorrindo.
“Socorro.” Tumnus engoliu seco.
Então, ela libertou a mãe de Emmercy e eles pisaram na pérola. Seguiram até o Olimpo onde eles encontraram Benluke, que estava à sua espera.
“Qual é cara, porque você roubou as chaves do volvo prata de Zeudward?” Emmercy perguntou.
“Dã… Iria começar uma batalha entre os deuses. Era como se eu estivesse jogando God of War ao vivo.”
“Nerd…” Rosebeth disse.
“Mas agora você será castigado, Benluke… Eu queimarei…”
“Não.” Benluke disse.
“…todas as suas…” ele disse, pegando seu isqueiro.
“Por favor, não.” Ele implorou.
“…revistinhas da Marvel.” Emmercy concluiu.
“NÃOOOOOO!” Benluke disse, sumindo de cena, enquanto o fogo consumia suas edições mais antigas das historinhas do Homem Aranha.
Rosebeth e Emmercy conseguiram entrar no Olimpo. Lá estava um caos. Hella estava sentada em uma cadeira, resmungando algo sobre Zeudward não dar credibilidade ao que ela diz. Alitena, como sempre, tagarelando que tudo vai se resolver. Os demais deuses coadjuvantes estavam discutindo. No centro da briga, Carleidon e Zeudward.
“Seu filho roubou as chaves do meu volvo.” Zeudward disse.
“Isso é um absurdo. Como você pode provar isso?” Carleidon perguntou.
“Ei, nós temos visita.” Alitena disse.
Todos olharam para as pequeninas figuras.
“Oi mãe.” Rosebeth disse.
Alitena prestou atenção na mochila que sua filha carregava. Tinha um par de All Stars alados nela.
“Rosebeth, não me diga que você calçou isso?”
“Não, né mãe? Só grife, como você me ensinou. Isso é arte do bafo de alga aqui…”
“Ah… eu bem que queria um par de t…” Hella começou a falar, mas Alitena cortou.
“Não comece…”
“Então, meu filho, porque você está aqui?” Carleidon perguntou.
“Vim devolver isso.” Ele esticou as chaves para fora da mochila.
“Eu sabia!!!” Zeudward disse.
” Sabe nada, quem é a deusa da sabedoria aqui? Ele não roubou, foi o filho de Hermes aí, aquele nerdzinho.” Alitena disse.
“Hum… ah, sim, bem, han, eu, hum… Eu vou tocar o piano olimpiano.” Ele disse, saindo de cena.
“Olha, eu quero meu fauno de volta. Ele ficou lá no Jades, aos cuidados da esposa de seu irmão.” Emmercy disse.
“Bom, eu irei buscá-lo e…” Zeudward dizia, mas então sentiu-se um tremor nas estruturas do Olimpo.
“NÃO VAI NADA! MANDE HERMES NO LUGAR. PERTO DAQUELA LAMBISGÓIA VOCÊ NÃO FICA!!!” Hella gritou com ele.
“Mas, Hellinha, amor da minha vida, néctar do meu cálice… Ela é minha filha e”
“E me poupe dessa conversa fiada.” Ela disse. “Parente a gente não escolhe, mas eu tô de olho naquela sirigaitazinha… E vamos logo embora, se não eu saio do Olimpo e vou lá pra o Egito, com aqueles deuses antropomórficos…” ela ameaçou.
“O que é isso?” Afrodite, a deusa da beleza e do amor, mas de inteligência zero, perguntou.
“Em forma de humanos e ANIMAIS… Principalmente CACHORROS.” Ela disse, saindo de cena, sendo seguida por Zeudward, implorando por seu perdão.
“Deus dos deuses… hunf, pau mandado.” Emmercy disse. “Então, pai, algo a me dizer por ter ficado esse tempo todo fora?”
“Meu filho, eu estou tão orgulhoso de você. Queria poder ter visto você a mais tempo, mas eu estava com você o tempo todo…” Carleidon
“Bla, bla, bla. Eles falam isso o tempo todo.” Rosebeth disse. “Vamos embora daqui, bafo de alga… Temos muito que fazer no acampamento, você tem que despachar sua mãe pra casa e tudo mais. ”
Então, Emmercy voltou para o acampamento. Sua mãe se livrou do fedorento, e com isso todos foram felizes para sempre, ou até o tio Emmett terminar de ler a saga e poder contar mias historinhas sobre Emmercy Jackson.””
- E fim. – eu disse.
Ver aquela criaturinha adormecida no sofá me fez pensar em algo adormecido em mim há muito tempo.
“NÃO ACREDITO QUE ELA DORMIU” eu pensei.
- Emmett, por favor. Pense um pouco mais baixo. – Edward disse, atrás de mim. – Ela não está dormindo de verdade. Ela fechou os olhos para você achar que ela estava dormindo. Abra os olhos, querida. Enganar o titio não é legal.
Nessie abriu seus olhinhos e sorriu para nós. Tão linda, mas tão danada. Puxou ao titio.
- Oi papai. Tio Emmett me contou uma história sobre mitologia grega. Mas não entendi o que a deusa Tanyefone queria com Tumnus.
- Óbvio Nessie, ela queria fazer se… – eu disse, mas antes que eu completasse minha frase, Edward tinha arrancado minha cabeça e a minha língua.
- Mas eu só ia dizer que ia fazer “Seu dever de casa.” – eu disse, na linguagem de surdos mudos.
- Desde quando você sabe libras, Emmett? – Edward perguntou.
- Desde que todos aqui me desmembram por algum motivo. Imagine quando eu for contar à Nessie sobre a história onde Bella beija Ja…
Foi a gota dӇgua para ele.
Então… Estou de castigo.
Um mês sem Barney, sem jogar colheita feliz e, pior, de babá de Seth. Pensei que Rose não tinha sofrido tanto da última vez. Me enganei.
- Emmett! Que bom, você vai ficar de babá esse mês pra mim. Edward disse que eu vou poder vir todos os dias brincar, a gente pode construir uma casa na árvore, um balanço, tomar banho no rio aqui pertinho e caçar também. Ouvi dizer que você gosta de ursos, mas eu prefiro alces, sabe…
Monstrinhos e Monstrinhas. Antes que eu acabe encarnando O Cullen que Mata, me despeço.
Com muito amor, sem Barney, e a paciência esgotando…
Tio Emmercy.
- E Seth. Fala que eu to aqui. Fala, Emmett, vamos, diz que eu to aqui também.
- Aaaaai, ta bom.
Tio Emmercy… e Seth.

Alice no País das Forksvilhas

Alice no País das Forksvilhas
Ah, a Páscoa…  Um período que significa transformações… Mudanças… Para a maioria das crianças, grandes ovos de chocolate. Lembro-me da minha infância humana. Minha mãe, que Deus a tenha, fazia grandes ovos de chocolate para a nossa família. Meus irmãos ficavam meio agressivos na Páscoa… Sempre me batiam…
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Deve ser por que eu roubava os ovos deles… Mas em minha defesa, eu era maior do que eles e precisava de mais chocolate… Eles tinham cinco e seis anos e eu dezessete, ué… Minha mãe brigava comigo dizendo: “Emmett, não se deve tirar o doce da boca de crianças…” e me batia quando eu respondia: “Mas eles nem colocaram na boca ainda…”
Então, quando virei vampiro, eu parei de comer ovos de chocolate… Mas na residência dos Cullen tínhamos outra tradição.  Trocamos coelhos de verdade.
Gordinhos, branquinhos, apetitosos… Não são ursos, é claro, mas dá pra mudar o cardápio… Bem, nós trocávamos… Hábito que mudou desde quando eu matei o coelho de Renesmee no Natal…
Sim, eu dei um de presente para ela certa vez e fiquei com sede… O coelho estava ali, fazendo aquela coisinha com o nariz que é extremamente convidativa… Não resisti… Nessie chorou imediatamente e eu, é claro, fui castigado. Tive que me vestir de coelho durante um bom tempo toda vez que ela queria brincar com um… Idéia de Bella, mas confesso que adorei.

Mas não vou falar disso agora. O caso é que Renesmee adora coelhos. Tirando lobos, é o animal preferido dela… Sabendo disso, o vovô mais fofo do mundo inteiro (algo que ela também diz ao avô paterno), chefe Swan, deu um coelho de chocolate para ela…
Agora, eu pergunto… O que essa menina vai fazer com um coelho de chocolate?
Pelo amor de Deus, ela ODEIA comida humana. Jacob gosta de chocolate, então ela pode se divertir, jogando para ele pegar, algo mais ou menos assim…
Mas, de novo, Nessie adora coelhos… Então não me surpreendi quando ela pediu para que eu lhe contasse uma história que envolvesse algum coelho.
- Que tal “Bella no País das Forksvilhas?” – eu perguntei.
- Acho que ficaria melhor Alice no País das Forksvilhas. – ouvi a voz de alguém na cozinha.
- Alice, não se meta. – eu disse, enquanto me acomodava no sofá.
- Porque não, Emmett? A história de verdade já se chama Alice no País das Maravilhas… Me deixe ser a protagonista, só dessa vez, vai, por favor, deixa, deixa…
- Você promete calar a boca? – eu perguntei. Ela acenou a cabeça, com aqueles grandes olhos dourados brilhando, igual ao emoticon do meu MSN… – Tudo certo pra você, Nessie?
- Claro, contanto que tenha um coelho… Ou coelha… – ela sorriu.
- Então, vamos lá… “Era uma vez uma maluca chamada Alice.”
- O que ela estava vestindo? – Alice interrompeu.
- E isso importa? – Eu perguntei.
- Mas é claaaaro que sim, Emmett. Eu particularmente acho que Alice poderia usar um belo vestido azul claro, mas não igual ao da Alice dos desenhos e tão pouco a Alice da nova versão de Tim Burton. Aqueles vestidos são simplesmente bregas e ultrapassados. Poderia ter um caimento no ombro, com algumas fitas e um corpete verde água, ficaria lindíssimo… E os sapatos, é claro, de alguma grife italiana, com alguns brilhos. Algo que lembrasse os sapatos de rubi da Dorothy, mas claro, azuis… Ah, Emmett, por que você não conta O mágico de Oz para Nessie? Eu acho uma história linda e eu sei que você já incluiu em outras, porque você sempre fala da trilha de tijolos amarelos, e outro dia eu estava vendo um especial de Wicked, aqueeele musical baseado nas bruxas de Oz e…
- CALE A BOCA!!!!!!!!! Cale a boca, cale a boca, cale a boca… Alice. Cale a boca!
- Nossa Emmett, que grosseria, eu já entendi. Você quer que eu fique quieta… – ela disse.
- ISSO. Eu quero que você fique BEM QUIETINHA. – eu falei. – Ok… Continuando… “Um belo dia, Alice estava sentada pensando em que roupa ia vestir em sua boneca Nessie Carlie da Estrela, quando de repente, eis que surge: A coelha Bellanca.”
- Que nome horrível, Bellanca… Parece pelanca… – Alice interrompeu.
- É espanhol… – eu bufei e corrigi.
- Titio, Branco em espanhol é Blanco… – Nessie corrigiu.
- A COELHA É MINHA E EU CHAMO COMO EU QUERO! – eu resmunguei.
- Tecnicamente, a “coelha” é do papai… – Nessie disse.
- Vocês vão me interromper? Eu paro de contar…
- Não, por favor, Emmett… Ficaremos quietinhas, eu vejo isso. – Alice me garantiu, mas não precisava ser Edward para saber que ela estava mentindo.
- Então está bem. “Alice achou a coelha a coisa mais linda que ela já havia visto. E ela tinha razão. Nunca na história de qualquer país havia tido uma coelha tão fofinha, branca e desastrada.
‘Coelhinha fofinha, branquinha e desastrada, que eu quero que seja minha melhor amiguinha, espera aí.’ Alice gritou.
‘Não posso, não posso, estou…’
‘Atrasada?’ Alice perguntou.
‘Não, procurando pelo Edward de Copas.’ Ela disse, suspirando.
‘O que é um Edward de Copas?’ ela perguntou para a pequena coelha em seus jeans e Ipod.
‘É a carta de baralho mais linda que existe, com o olhar mais monótono do mundo, mas ele disse que não pode estar comigo, pois somos de espécies diferentes.’ Ela disse, cabisbaixa.
‘Uma coelha apaixonada por uma carta de baralho?’ Alice questionou. ‘Tão estranho, isso…’
‘Não tanto quanto uma humana apaixonada por um vampiro centenário preso num corpo de 17 anos de grande topete e nariz tortinho, mas… Enfim… Tenho que encontrar minha cartinha.’ Ela disse, pulando e tropeçando para dentro da floresta.
Alice, que ficou encantada com a coelha e no impulso de vesti-la com vestidinhos de seda e colocar fitas em suas orelhas, saiu correndo atrás de BEL-LAN-CA, que havia entrado em um buraco. O que ela não sabia é que o buraco a levaria a um lugar mágico, cheio de criaturas encantadoras: NÁRNIA!”
- De novo com essa história de Nárnia? Pelo amor de Deus, já virou obsessão. – Alice interrompeu.
- E a sua pela Gucci? – eu rebati. Alice adorava coisas de marcas italianas. E nomes italianos lembravam Bella… – E quer parar de me interromper?
- Mas é verdade titio, afinal, você já mencionou Forksvilhas… – Nessie corrigiu.
- Então está certo… “Alice chegou a Forksvilhas e foi andando, até encontrar uma porta. Como sua estatura era suficientemente pequena para passar por debaixo dela, ela passou sem nenhum problema.
Andando pelas trilhas de Forksvilha, ela chegou a um lugar que julgou ser a casa da Coelha Bellanca. Encontrou uma velha Chevy vermelha na porta e, na sua ousadia sem tamanho, resolveu entrar para ver a casa da coelha.
Vasculhou, achou algumas peças de roupas espalhadas pelo chão, que ela julgou ser de péssimo gosto. Encontrou uma foto da Coelha com alguns personagens engraçados, que ela achou que conheceria mais a frente, pois ela era sabichona e achava que sabia tudo.
Antes de ir embora, ela achou uma pequena caixinha amarela com alguns biscoitos dentro e achou que poderia ser útil mais pra frente. Como é de sua índole roubar coisas amarelas, ela colocou dentro do seu bolso e saiu andando pela floresta, até chegar a uma clareira, onde havia um maluco nipônico tomando chá, juntamente com uma lebre loira e muito menos charmosa que um certo vampirinho.
‘Olá’ nossa protagonista disse. ‘Poderia me dar uma informação, estou perdida…’
‘Oh, uma garota’ disse o Chapeleiro Nipônico. ‘Sente-se, criança, está na hora do chá em La Push, Baby.’
‘Então estou em La Push, Baby?’ ela perguntou.
‘Não existe La Push, Baby… É só La Push.’  Disse a lebre, meio mal humorada.
‘Credo, o que há de errado com a Lebre?’ perguntou Alice.
‘Ele estava perseguindo a Coelha… Mas ela não liga para os seres da espécie dela… Está encantada por uma carta de baralho. ’ O chapeleiro falou;
‘Carta de baralho? Meu Deus, ela me disse, mas como isso é possível?’ Alice questionou.
‘Assim como um vampiro se apaixonar por uma humana e terem um bebê meio humano, meio vampiro, dã.’ a Lebre resmungou. ‘Enfim, eu quero muito achar alguém que conforte a dor por não ter a coelha…’
‘Ô minha Lebre, finalmente te achei…’ Surgiu uma figura vinda do nada. Um homem alto e forte, meio atraente como se tivesse saído de uma pequena cidade brasileira.
Ao ver aquela figura, a Lebre baixou a cabeça e gritou com o coitado: ‘VAI PRA CASA, ROBERVAL…’
Cabisbaixo, o rapaz voltou para o seu lugar, longe dali, perto das rosas, pois a rainha não gosta de tais flores…
‘Han… Er… Mas, como faço para chegar ao Castelo?’ Alice perguntou.
‘Como sabe que aqui tem um castelo?’ a Lebre perguntou.
‘Óbvio, eu sei tudo!’ Alice riu triunfante.”
- Emmett, qual é, as pessoas vão começar a pensar que eu sou uma chata, metida e que sei tudo o que acontece na vida dos outros. – ela se defendeu.
- E não é? – eu questionei. – Além disso, você é a maior dedo duro… Tudo o que eu planejo fazer você conta a Rose, Edward e Carlisle.
- Claro… Acha que dopar o garoto Newton, vesti-lo com uma peruca vermelha e deixá-lo na fronteira dos lobos é uma idéia legal? – Alice perguntou.
- Bom… Sim. – eu respondi.
- Os lobos não são tão idiotas assim, Emmett… É claro que eles sentiriam o cheiro de humano. – Alice concluiu.
- Não se eu levasse algumas roupas usadas da Esme e vestisse nele…- eu disse, refletindo, e ganhando um olhar de reprovação das meninas. – Melhor voltar pra história?
- Sim. – as duas falaram.
- Então… “Alice achou que seria cordial ficar mais tempo com eles, principalmente pela melancolia da Lebre, que a agradava muito. Mas ela sabia que, mais a frente, encontraria um “cavaleiro dourado” igualmente melancólico, então deixou a Lebre e o Chapeleiro enchendo a cara de chá e andou por mais alguns lugares até chegar a um grande jardim.
Ali, é claro, encontrou flores maiores do que ela,o que não era uma tarefa muito difícil, pois nossa heroína, que não é o tipo preferido de heroína de Edward, é uma coisinha minúscula e irritante.
‘Olha, uma flor azul.’ Uma Angeléia disse.
‘Mas que flor mais feia… Está murcha.’ A flor Jessmin, fofoqueira e despeitada, falou.
‘Não sou flor.’ Alice respondeu.
‘Isso só pode ser mato…’ Jessmin disse.
‘Não seja maldosa, ou a rainha mana nos arrancar. Não sabe que a única que tem permissão para comentários maldosos é a rainha?’ Angeléia disse.
‘Problema dela… E além do mais, a rainha odeia rosas… Por algum motivo que envolve seu passado… Mas não tenho certeza… ’ ela comentou, mas todos nós sabemos que ela estava fazendo isso para aparecer e querer falar sobre o passado da bela rainha.
‘Vocês podem me dizer para que lado fica o castelo?’ Alice perguntou.
‘Não.’ Jessmin falou.
‘Jessmin… Não seja ruim. Olha florzinha miúda e baixinha, você pode seguir em frente, mas cuidado. Tem um animal a solta e ele fede…’ A flor mais legal, porém apagadinha na história disse.
Então Alice andou, andou e foi parar em uma encruzilhada.
‘Olá.’ Ela ouviu.
‘Quem está aí? E que fedor é esse, você é um gambá?’ ela perguntou, avistando um grande sorriso ao longo do caminho.
‘Sou um lobo…’ Ele saiu das árvores.
‘Pera, você não é o lobo mau, não é?’ ela perguntou.
‘Por favor, sem piadas com música baiana, tá bom?”Ele resmungou, lembrando-se que ele foi a chacota do Forksvilhas folia. “Sou apenas um morador da floresta, tentando viver em paz com meus músculos grandes demais para a minha idade…’
‘Desculpe. Então… Estou atrás da coelha…’
‘Então somos dois…’ ele suspirou.
‘Você e a Lebre… Nossa… A coelhinha está em alta né?’ ela sorriu.
‘Mas ela não liga, na verdade… Só para aquela carta de baralho idiota…’ ele bufou.
‘Entendo… Bom, você poderia me levar até o castelo, eu gostaria de ver a rainha.’
‘Porque alguém em sã consciência gostaria de ver aquela criatura sanguessuga e burra?’ o cão disse.
‘E ela é burra?’ Alice perguntou.
‘Por favor, ela dirige uma BMW porque é capaz de soletrar quando vai ao mecânico… E tem um complexo com rosas que, Deus me livre… Aquela ali é louca.’
‘Então, você não vai comigo?’ ela perguntou.
‘Não.’
‘A coelha estará lá…’ ela falou.
‘Não…’
Ela lembrou-se, então, da caixa amarela que tinha roubado da casa da coelha…
‘E se eu te der um biscoito Scooby?’ ela ofereceu.
Os olhos do cachorro brilharam… Ele se lembrou das suas manhãs aos sábados, quando era apenas um cachorrinho, assistindo televisão enquanto via o pequeno Scooby Doo comendo seus famosos biscoitos Scooby.
‘Se você me der a caixa inteira…’ ele propôs.
‘Feito. Me leve até a rainha.’ Alice pediu, dando a caixa para o cão.
Então eles foram por todo caminho até chegar ao castelo. Aos arredores, eles viram uma cena única. A coelha e a carta de baralho estavam trocando juras de amor…
‘Então a carta se apaixonou pela coelha…’ ele disse.
‘Que coelha estúpida…’ ela respondeu.
‘Em partes eu tenho que concordar…’ o cão resmungou.
A Carta Edward logo se colocou na frente da coelha… ‘Não se preocupe, amor da minha vida, razão da minha existência, chuchu da minha salada, sol da minha praia, presunto do meu misto…
(meia hora depois)
… banana da minha vitamina, luz da minha lâmpada…’
‘Quer acabar logo com isso???’ A coelha pediu.
‘Ah sim… Eu te salvarei.’ Ele disse.
Todos explodiram em risada.
‘Por favor, uma carta de baralho vai fazer o quê? Me abanar até eu cair? Eu vou te soprar, soprar até te derrubar…’ disse o lobo…”
- Emmett, você poderia contar os três porquinhos para Nessie, já que você não se importa mais em colocar Jacob em suas histórias. – Alice sugeriu.
- Alice… Que coisa feia é essa, incentivando a violência, a preguiça e ao egoísmo… Aquela história não é pra Nessie, além do mais, eu não quero contar histórias que envolvam animais e os Cullen… Até hoje não contei Bambi e Rei Leão para ela por algum motivo…
- Já sei, você já falou da Cullen que mata… – ela me lembrou.
- Sim, mas o que você não sabe é… que eu… espera, espera: MUSIQUEI!
- E você vai cantar para a gente depois que terminar a história? – Nessie perguntou.
- Claro! Mas depois, eu comprei uma fantasia ideal para esse momento. – eu disse, lembrando-me da linda fantasia que eu guardei durante esse tempo todo. – Mas deixa eu terminar logo a historinha, ta bom?
“ Então, o lobo, a coelha, a carta e a pequena criaturinha irritante foram interrompidos por um estrondo. Uma série de cornetas, um grande exército de Cartas e no final, a figura mais linda e vampiresca que eles haviam visto em toda sua vida, do lado da quase tão bela rainha: O Rei Emmett de Copas.
‘Como assim quase tão bela, seu estrupício?’ a rainha perguntou.
‘Calma minha ursi…’ ela olhou com olhar reprovador ‘minha Copinha… Era brincadeira…’ o belo rei disse, murchando.
‘Muito bem. Bem melhor.’ Ela sorriu. ‘Sinto cheiro de alegria aqui… Quem permitiu que trouxessem alegria ao meu reino? Eu tenho alergia a alegria, assim como tenho à rosa…’
‘Pensei que você não gostasse de rosas porque…’ o rei começou a falar.
‘CALE A BOCA, se não eu mando cortar sua cabeça.’ Ela disse. ‘Então, a carta se apaixonou pela coelhinha foi? CORTEM A CABEÇA DELA’
‘Deixa a coelha fora disso…’ A Lebre veio pulando de algum lugar.
‘É, ela não tem culpa de ser burra…’ o lobo disse.
‘Eeeeeei…’ a coelha se defendeu, mas sabia que seria inútil.
Uma barreira foi criada na frente da coelha para protegê-la…
‘Não se metam, quem tiver na frente eu vou cortar a cabeça.’ A rainha disse.
‘Ninguém corta a cabeça da minha lebre…’ Roberval apareceu de novo…
‘Você?’ a rainha perguntou.
‘Você o conhece, meu amor?’ Rei Emmett quis saber.
‘Está na hora de revelar o passado da rainha, o real motivo pelo qual ela não gosta de rosas…’
Um silêncio dramático, daqueles típicos de novela mexicana, se fez. Então, a rainha, que era a verdadeira face do medo, ficou séria e disse.
‘Está bem… Eu conto. Antes de me tornar rainha e vampira e vir para esse antro de maluquice… Eu morava em… Roseiral.
Vivia numa casa enorme, cheia de luxo, com um ex viúvo solitário e carente, o qual eu fingia ser amiga para me aproximar dele… Mas ele tinha aquela pequena obsessão por rosas, o que me deixava doente. A cara inteira cheirava… ou melhor, fedia a rosas…
Até que um dia aquela índia selvagem e irritante apareceu.’
‘Leah?’ o lobo perguntou.
‘Pocahontas?’ Emmett perguntou.
‘Não. Serena…’ a rainha disse, com um rancor nos olhos. ‘Se aquela porcariazinha não tivesse aparecido, eu estaria governando aquela cidade, estaria rica e teria o homem dos meus sonhos a meu lado.’
‘Mas, Copinhas, você governa um reino inteiro, é mais rica ainda e tem o homem mais belo da face da terra.’ O rei falou.
‘Isso não basta. Agora eu quero vingança!!! E eu vou cortar a cabeça de alguém. E se não for da coelha, vai ser da baixinha ali.’ A rainha disse.
‘E a minha porquê?’ Alice quis saber.
‘Não sei… você me irrita.’ Ela disse, mandando o exército para cima da pequena. Mas, de repente, eis que surge um cavaleiro dourado montado em seu cavalo.
‘No temas, pequeña criatura.’ Ele disse num portunhol péssimo. ‘Yo soy Don Jaspote de la Mancha y estoy aqui para salvá-la usted.’
‘Credo, cara, se quer salvar, salva corretamente, mas não vem falar espanhol errado do meu lado não.’ A carta metida a poliglota falou.
‘Está bem…’ Ele disse. ‘Rainha Rosalie de Copas, eu não permitirei que machuque a minha bela Dulcinéia..
‘Meu nome é Alice…’ Alice disse.
‘… Alice. Eu lutei contra perversos gigantes…’
‘… eram moinhos. Eu vi, eu estava lá.’ O Chapeleiro, que veio juntamente com a lebre, mas como é uma figura dispensável eu não comentei, disse.
‘Como assim moinhos, meu caro? Eu me lembro, estavam quase engolindo aquela bela torre em Paris… Eu lembro que quando eu enfiei minha espada, eles ficaram vermelhos de sangue.’
‘… Era o Moulin Rouge.’ O Chapeleiro disse, encerrando suas falas na história, pois temos aqui cotas para personagens terciários.
‘…Han, bem… Em todo caso, você não vai cortar a cabeça da minha querida amada que eu acabei de conhecer.’
‘Ahhhhh… Mas eu quero taaanto cortar a cabeça de alguém… Eu comprei uma guilhotina nova em folha, um carrasco GO-GO Boy só pra isso e ninguém vai deixar eu cortar a cabeça de ninguém?’ arainha disse, chorando.
‘Bom… Eu passei por um jardim mais cedo, sabe… E vi duas flores. A Angeléia não merece, mas que tal a Jessmin?’ Alice disse. ‘Além do mais, ela estava espalhando boatos sobre Vossa Majestade. ’
Os olhos da rainha brilharam. ‘Vamos, tropa, em frente ao jardim… Eu vou despetalar aquela miséria, depois eu vou tirar as folhinhas uma a uma…’ A rainha disse, marchando em direção ao jardim, seguida de sua turma.
Estava anoitecendo quando Alice reparou que era hora de ir para casa.
‘Como saio daqui?’ Ela perguntou.
‘Você não quis tanto esses sapatos aí?’ Bate neles para ver o que acontece.
Ela então, bateu três vezes no sapatinho e surgiu em sua frente, um grande Porsche amarelo, modelo novo e personalizado. ‘Uau…’ ela disse. ‘Você vem comigo, Don Jaspote?’
‘Claro.’ Ele disse, enquanto eles saiam em direção ao por do sol, vivendo felizes para sempre.”
- E fim! – eu disse.
- Até que eu gostei do final dessa história. Jasper, um Porsche novo em folha e um por do sol… Deve ser muito bom dirigir à luz do crepúsculo… – Alice disse.
- Ah, mas até você com esse nome na cabeça. Crepúsculo… Prefiro chamar: Finalzinho da Tarde… E por sinal, Nessie, ainda tem uma história que eu quero te contar… Quando a lua tapa o sol…
- Ah, Emmett, isso se chama Eclipse… E espera mais um pouco, eu li num site que sairia um filme com esse nome. – Alice disse. – E olha só que coisa, é sobre uma garota, um vampiro e um lobisomem…
- Essas pessoas… Não sei não. Que falta de criatividade, onde já se viu, um lobisomem, um vampiro e uma garota. Alice, sua boba, isso não é filme, é videoclipe. Michael Jackson fez e os Backstreet Boys também. E por falar em música, Nessie, pronta para ouvir a música que eu fiz?
- Claro titio. – ela disse.
Então, peguei o violão de Edward (sim, ele também tem) e comecei a tocar.
- Bom, eu tive que explicar aos animaizinhos porque Bella, que antes era boazinha, iria matá-los para beber seu sangue. Então eu criei essa canção, baseada no clássico: Hakuna Matata…
A Cullen que Mata… Precisa viver
A Cullen que Mata… Seu sangue vai beber!
E o problema: você deve correr
Para não morrer
Mas vai perder
Pra Cullen que Mata…
Ouça:
Quando ela estava no leito de Morte…
Seu esposo, vampiro, pra sua proteção
Injetou o veneno dentro do coração
E todo o processo foi lento…
E Bella, das atenções era o Centro…
Meu Deus, que enxame…
Ao falar seu nome
Rose ficava tão triste
Porque ela queria roubar a Nes…
- EMMETT??? – Rose chegou. Enquanto eu estava vestido de Pumba… – Que coisa ridícula é essa, tire já essa roupa. E que história é essa de eu querer roubar Nessie de Bella?
- Como se ninguém soubesse disso, não é Rose?- Alice disse. E é verdade, até Nessie sabia…
- Não se meta, Alice… Emmett, tire já essa roupa. – Rosalie falou.
- Mas, ursinha, é Páscoa… As pessoas ficam menos rabugentas na Páscoa… Sabe, coelhinhos, chocolate…
- Ah, você quer coelhinhos? – ela me perguntou.
Bom… Me vestir de coelho não foi tão ruim quanto o que aconteceu a seguir. O problema maior foi o que aconteceu a seguir, quando Nessie resolveu conversar com Rose sobre sua história….
- Entendo porque não gosta de rosas, titia, morar numa casa cheia de flores, com aquele cara idiota e ser traída por ele… – ela disse a tia. Até eu explicar à Rose sobre a história de Ninar, e que não tinha nada a vercom Royce King II, já era tarde demais.
Além da fantasia de coelho, ela me cobriu com camadas de chocolate e me mandou como cortesia para no novo mercadinho da cidade. Pelo menos foi divertido…
Sim, pois o mercadinho pertence à família Newton… Sim… E o gerente é ninguém menos que Mike Newton.
Então vê-lo olhar torto para mim não foi tão engraçado como quando ele fechou a loja e desmaiou quando viu que eu acenei para ele…
Espero que Carlisle não fique sabendo disso. Não quero ficar mais uma semana cantando para aquele verme dormir…
Então, Coelhinhos e Coelhinhas do titio. Feliz Páscoa…
Com muito amor, chocolate para ficar ainda mais Chocolicious e os músculos de sempre
Tio Emmett da Páscoa.

A Bella e a Fera

A Bella e a Fera
- Tio Emmett, tio Emmett. – A monstrinha veio correndo de algum lugar da casa.
- Shhh, monstrinha, estou concentrado. – eu disse, enquanto meditava.
- E qual é o propósito? – ela perguntou, franzindo sua testa.
- Desenvolver meu talento.
- Talento? Tia Rose disse que você já tem um talento: fazer bagunça. – ela disse, abafando uma risadinha.
- Ha-ha-ha. – eu ri, sarcasticamente. – Mas, veja só, Edward tem os dele: ser exibido e ler os pensamentos dos outros. Sua tia Alice, além de ser louca, prevê o futuro. Sua mãe, além de ser desengonçada, cria essa proteção ao redor de todo mundo e seu tio Jasper, além de chorar as dores do mundo, consegue manipular os sentimentos dos outros.
- Eu também tenho, esqueceu? Eu consigo tocar no rosto das pessoas e mostrar o que estou pensando. E vovô Carlisle tem o talento da compaixão e…
- Pelo amor de Deus. Isso não é um talento. Não se pode ganhar uma queda de braço ou uma luta com compaixão. É com força. E força eu já tenho, mas eu quero outros… Então, ontem à noite eu estava assistindo Heroes e Sylar conseguiu os talentos dos outros abrindo suas cabeças e vendo como funcionam seus cérebros.
- Então, você quer abrir a cabeça de todos aqui em casa para ver como funciona o cérebro da gente e assim aprender os nossos talentos?
- Sim! – eu exclamei. Puxa, Nessie podia ser bem esperta quando queria. Eu daria uma olhada na inteligência dela também.
- Bom… Não acho que seja uma boa idéia… Mas você tem um grande talento. Acho que você é o melhor contador de histórias, titio. Que tal desistir momentaneamente dessa história toda e me contar uma das suas historinhas de ninar?

- Mas são três da tarde.
- E? – ela me questionou, como se não fosse absurdo eu contar uma historinha de ninar as três da tarde.
- E está fazendo sol. Você não tem que alimentar o cachorro, dar banho nele ou levá-lo pra passear? – eu perguntei.
- Se você está se referindo a Jake, ele não está aqui. Foi à La Push. É aniversário de Billy.
- E eu não fui convidado? Mas que audácia, que indecência, é quase imoral.
- Apesar de você não poder ir à aldeia, Jake pensou em convidá-lo, mas eu não quis contar. Ele achou que seria engraçado brincar de “pregar o rabo no burro” e pensou que você seria o burro ideal. – ela disse, revirando os olhinhos, como Bella fazia. Como ela viu que eu não entendi direito porque Jacob me queria para pregar o rabo no burro, ela continuou. – Então, e aquela historinha?
- Hum… Han, tá, tá… Que tal a Bella e a Fera? – eu sugeri. Com seu consentimento, prossegui com a minha historinha.
“Era uma vez um jovem príncipe amargurado de olhar entediado e topete à lá Johnny Bravo bronze, que vivia num castelo cheio de pessoas fantásticas, lindas e musculosas, chamado Edward. Mas Edward era rabugento e egoísta e sempre brigava com seus irmãos Alice, Jasper e, o mais lindo, Emmett por encostarem em seu piano.
‘Não corram dentro de casa! Vocês vão arranhar meu piano’.
‘Cara… Ele precisa encontrar uma mulher. ’ Seu irmão musculoso disse.
Dito e feito. Numa noite de chuva, apareceu uma figura loira, alta e esguia cujo nome eu não falarei, pois tem má reputação, pedindo abrigo e amor ao jovem príncipe.
‘Sinto muito, loira, mas eu prefiro as morenas. ’ Ele disse, friamente, mal sabendo que além de piriguete, ela era uma feiticeira e o enfeitiçou, transformando todos dentro do castelo em objetos falantes, o príncipe em uma Fera monstruosa e dando-lhe uma rosa dourada ainda mais rabugenta do que ele.
‘Eu preciso de água aqui, não está vendo que estou murchando? E tire esse relógio melancólico perto de mim, esse tic tac está me deprimindo… Esse castiçal musculoso está se derretendo por mim, isso não é legal, ele pode ser útil depois. E esse bule todo emperiquitado com diamantes? Vamos, onde está minha redoma? Não quero contato com esse antro de malucos. Ah, e se não beijar uma humana até minhas pétalas caírem, você continuará assim, sabia?…’ a Rosa dourada dizia.
‘… Mas que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam… ’ o príncipe cantava em seu piano, tentando abafar a voz da rosa.
‘Como assim as rosas não falam, eu falo sim e muito bem. E ainda sei outros idiomas, sou uma rosa poliglota. E eu não roubo perfume de ninguém… Eu exalo Chanel n° 5, meu bem… ’ a rosa retornou sua fala.
E assim, a vida do príncipe seguiu amargurada…
Mas vamos mudar o foco da nossa historinha.
Nos arredores do castelo havia um pequeno vilarejo chamado Forks, cem léguas de um local cujo nome não vou falar antes que minha sobrinha diga que faunos não existem, onde vivia uma menina matusquela chamada Bella. Ela morava com seu pai e gostava muito de ir à biblioteca de sua cidade, para ler livros chatos que falavam de romances impossíveis.
‘Vim devolver Orgulho e Preconceito, senhor. ’ Ela disse ao dono da biblioteca. ‘Tem algum romance novo que fale de um casal que sofre o preconceito das diferenças de classes ou um amor proibido?’
‘Chegaram alguns: Romeu e Julieta, Alladin, Cinderella, Caminho das Índias e esse de capa preta, com uma maçã nas mãos. ’
‘Crepúsculo, ’ ela leu a capa. ‘Uma humana que se apaixona por um vampiro que brilha no sol, não bebe sangue humano e lê pensamentos… Não, não me interessei. Me vê aí Caminho das Índias, tic?’
Então ela saiu pela cidadezinha para ler seu livrinho, até chegar à frente da lojinha de esportes local onde tinha um rapaz que era considerado o bom partido da cidade: Mikon.” Não vai se opor ao nome? – eu perguntei.
- Não, eu já sei como termina a história, nada contra Mike Newton se dar mal no final. – ela deu o mesmo sorriso de Edward quando ele queria ser maquiavélico. Meu Deus, que criação esses dois estão dando a esta criança?
- Tá… Bom… Então… Certo!
“Então Mikon aproximou-se de Bella, exibindo seus (poucos) músculos e disse:
‘Bella, ainda com essa leitura? Quando você vai deixar de olhar esses livros e olhar para mim?’
‘Han… Nunca!’ Bella disse, sem tirar os olhos do livro. ‘Você possui uma beleza humana enjoada de sucesso algum. Talvez se você fosse mais pálido… Ou tivesse mais pêlos. ’
‘Eu posso deixar a barba crescer, quem sabe… ’
‘Desencana. ’ Ela disse, voltando à sua leitura, mas consciente de que o galã de beleza humana enjoada de sucesso algum tentaria novamente uma aproximação.
Ao voltar para casa naquele dia, Bella encontrou um bilhete de seu pai:
Bells,
Fui pescar sozinho perto do castelo. Se eu não voltar até amanhã, alguma coisa me capturou. Pegue a Chevy vermelha e venha me resgatar. Com amor, seu pai.
‘Lá vai ele se meter em alguma trapalhada. ’ Bella disse a ela mesma. Então ela ouviu um baque em sua porta. Era Mikon novamente.
‘Meu Deus, você não desiste, né loirinho?’
‘O que posso fazer? Você cativou minha atenção. Vim aqui com aqueles figurantes para fazer uma serenata e noivarmos. ’ Mikon disse.
‘Você só pode estar brincando. ’ Ela disse.
‘Pareço estar brincando?’ ele disse, mostrando o anel para ela. ‘Então o que me diz de casarmos amanhã?’
‘Sabe o que é, é que não estarei na cidade, tenho que ir à Seattle comprar umas coisas e só tenho amanhã. Quem sabe na próxima… ’ ela disse, fechando a porta na cara dele ‘… Encarnação.’ Ela pensou.
Logo ela voltou sua atenção para o bilhete do teu pai, imaginando que tipo de loucura ele iria se meter.
Perto do castelo, começou a chover e o pai de Bella resolveu entrar. Alice, como sempre hospitaleira e intrometida, resolveu dar abrigo ao forasteiro.
‘Isso não vai prestar. Edward não gosta de visitas… Ele vai querer fazer maldades com a gente, como ouvir música clássica o dia todo… ’ o Reloginho de ponteiros dourados, Jasper, falou.
‘Meu Deus, um relógio que fala!’ O camponês bigodudo exclamou.
‘Tranquilo, mano… Edward está lá na Ala Leste, onde fica seu piano e não podemos entrar. ’ O castiçal musculoso disse.
‘Meu Deus, um castiçal que… ’
‘Mas será que tudo é motivo de surpresa? É, meu filho, tudo aqui dentro fala… Devem ter outros personagens coadjuvantes também, mas os principais somos nós, então se contente em conversar conosco, tá legal?’
‘…’ ele ficou sem fala. ‘Meu Deus, uma rosa que fala!’ o camponês exclamou.
‘Difícil é fazê-la calar a boca. ’ Alice, o bule de chá disse.
‘Não se preocupem amiguinhos. Eu não pretendo ficar aqui muito tempo, eu só procuro abrigo por causa da chuva e… Aquilo lá fora é um Aston Martin?’
‘Sai de perto do meu Vanquish.’ A Fera peluda e horrorosa saiu de trás de algum lugar.
‘Meu Deus, um lobo que fala!’ o camponês disse.
‘Você me ofende em minha própria casa? Monstro, tudo bem, mas LOBO?’ A Fera explodiu. ‘Vou te trancar na torre mais alta e você vai ter que conviver com a Rosa. ’ Ele disse.
‘Deus é mais… ’ a Rosa murmurou, lixando seus espinhos.
‘Por favor, piedade. Tudo menos isso, qualquer coisa menos isso. ’ O camponês rogou, olhando para a cara de tédio da Rosa.
‘Bom, se você tiver uma filha tão branca que eu possa ver os hematomas de suas quedas, que cheira igual às flores e seja tão desajeitada que tropece na própria sombra, eu faço uma troca justa. ’
De repente, ouviu-se um trovão, um barulho ensurdecedor que todos, menos o camponês, se assustaram.
‘Que diabos é isso?’ o castiçal Emmett perguntou.
‘Minha filhinha. ’ O camponês disse.
‘Olá, alguém aí? Procuro meu pai, um camponês bigodudo metido a policial. ’ Bella adentrou o castelo, ignorando o pedido do pai que pediu em seu bilhete que viesse no dia seguinte.
‘Graças aos céus minha filha é tão teimosa. Bells olha que legal. Você vai ficar nesse
lugar cheio de criaturas estranhas e um ser peludo e mal humorado. Não vou me demorar, toma, aqui tem um elixir mágico que poderá usar caso queira fugir. ’
‘Spray de pimenta. Super!’ ela exclamou, ironicamente, vendo seu pai ir embora. Seus olhos passearam pelo salão e ela pode ver os objetos falantes, até seus olhos caírem sobre a Fera. Ela abafou um grito.
‘Está com medo?’ ele perguntou.
Ela respirou fundo. ‘Não’. E o fitou por mais alguns minutos. ‘Então… Cabeludinho… O que eu faço agora?’ ela perguntou à Fera.
‘Você eu não sei, mas eu vou pra a Ala Leste, que por sinal é proibida pra você, compor uma música sobre isso tudo. Alice, que já está ali no canto quicando, que nem uma bola por sua atenção, te levará aos seus aposentos. E pra não dizer que eu sou ruim vou te dar um conselho: cuidado com o veneno da rosa. ’ A fera aconselhou.
‘Mas rosas não são venenosas. ’ ela disse, toda sabichona.
‘Enfim, cuidado com o veneno dessa rosa. ’
‘Veneno, ora, onde já se viu uma rosa como eu, elitizada, escolada e de nível, ter veneno. Veneno quem tem é a sua mãe, seu infeliz… ’ e ela continuou falando, mas a Fera ignorou, indo embora.
‘Bom, garotinha fofa que será minha melhor amiga dentro desse castelo cheio de malucos, eu vou te instruir aqui dentro pra viver uma vida agradável, principalmente com a Fera por perto:
Primeiro você terá que vestir tudo o que eu disser. Principalmente vestidos azuis de seda… E nada de All Star e jeans.
Segundo, A Ala Leste é proibidíssima. Nem sonhe em ir lá. A Fera lê os pensamentos.
Terceiro, não ligue para a Rosa. Ela é chata assim mesmo. ’
‘Realmente espero que você queime esse bico ai com chá quente, sua imprestável. ’ A Rosa disse.
‘Onde eu acho um cravo nessas horas?’ Alice perguntou.
‘Cravo? Pra quê cravo?’ Bella perguntou.
‘Nunca ouviu a lenda? O Cravo brigou com a Rosa debaixo de uma sacada, o Cravo saiu ileso e a Rosa toda espancada… ’
‘Epa, não é assim que a história aconteceu… ’ A Rosa se defendeu.
‘Mas deveria ser assim… ’ Alice disse, friamente.
‘Então, vamos aos meus aposentos?’ Bella disse, tentando acalmar o clima.” – Não vai me interromper? Estou estranhando, a essa altura do campeonato, você já teria interrompido. – eu perguntei à Nessie.
- Não, titio, estou esperando o final, para ver o loirinho se dar mal. – Nessie me confidenciou. Tal pai, tal filha.
- Han… Certo.
“Bella começou a prestar atenção na Fera e percebeu que embaixo de todo aquele pêlo existia um coração. Ele até dera um presente a ela: sua biblioteca cheia de livros empoeirados, quando na verdade ele queria dar um carro a ela. Sim, ela o achava bom, mas a Fera não concordava, acreditando que não possuía mais alma e seu coração era apenas um pedaço de pedra que ficava dentro do seu tórax não tão sarado quanto o do seu irmão mais velho. Então, toda vez que Bella tentava uma aproximação, ele se esquivava.
‘Criatura, você percebe que essa pode ser a nossa única maneira de voltarmos ao normal?’ Alice perguntou.
‘Mas ela não vai me querer. Como é que uma pessoa normal, uma humana vai querer ficar com um monstro como eu?’ ele perguntou aos demais presentes.
‘Bom, certo dia eu li um livro estranho de capa preta que falava do amor entre um vampiro e uma garota e…’ Emmett começou a falar.
‘Me poupe dessa coisa ridícula, isso não existe. ’ A Rosa falou. ‘Oh, meu querido, o caso é o seguinte. Ou você beija a humana ou a gente vai ficar assim para sempre.’
‘Não quero!’ ele relutou.
‘Qual é cara, imagine, você pode escrever uma sinfonia em relação a isso. Não seria demais?’ Emmett sugeriu.
‘Não quero.’ Ele disse, fazendo beicinho.
‘Olha aqui, ô primo It, esse doce todo quem faz é o reloginho ai, que se vive reclamando da vida. Se você não beijar a humana eu vou rolar com meus espinhos em seu piano e vou arranhar tudo.’ A Rosa ameaçou.
‘Você não faria…’ ele duvidou.
‘E em seus carros também. E não duvide de mim… Eu já fui expulsa de um planetinha, onde um garotinho era um príncipe.’
‘Expulsa, por quê?’ Alice quis saber.
‘Ah, a mesma ladainha: veio pra Terra, conheceu uma raposa, voltou pro planeta e veio com um papo de cativar. Aí eu mandei ele cativar a mãe e aqui estou. Em todo caso, preciso voltar a ser vampira vegetariana…’
‘Por quê?’ Emmett perguntou.
‘Tenho contas a pagar com aquela raposa… ’ ela disse, com um leve brilho de vingança no olhar.
‘Então… Está decidido, Edward vai beijar a menina. ’ Alice disse.
‘Eu não decidi nada. ’ Ele disse.
‘Mas não importa, eu vejo você beijando Bella… Alguém decidiu. Perdeu playboy. ’ ela disse, sorrindo. ‘Mas é claro, desse jeito ai você não vai beijar ninguém. Vamos fazer um curso de etiqueta, renovar seu guarda roupa e aparar as pontas desse cabelo todo… ’
Então, a tarde seguiu e todos se empenharam para que o jantar fosse um sucesso. Bem, quase um sucesso. Ao avistar Bella, na escada, a Fera perguntou à Alice:
‘Porque ela está de amarelo? Era pra ela estar de azul, eu gosto quando ela veste azul. O vestido que ela estava usando no dia que ela chegou era azul, porque não colocou um vestido azul nela?’
‘Mas eu também não escolhi aquele All Star pra ela. É a última vez que eu peço para Emmett vestir alguém. ’ Alice confidenciou.
Então eles se aproximaram.
‘Você está muito bonito hoje, Fera.’ Bella disse.
Ouviu-se um pigarro no fundo.
‘Han… Você está linda, com esse vestido não azul… ’
‘… E All Star ao invés do salto lindo de cetim que eu escolhi pra você’ Alice disse ao fundo.
‘Então, quer dançar?’ A Fera perguntou.
‘Não sei dançar… ’ ela respondeu.
‘Han, sem problemas, eu conduzo. ’
Ouviu-se uma música no fundo, uma suave melodia.
‘Sentimentos são fáceis de mudar…’ Alice começou a cantar.
‘Peraê, Alice.’ Edward interrompeu, largando Bella que, ainda no ritmo, caiu no chão. ‘Eu compus uma música para dançar mais Bella… ’
‘Você vai tocar e dançar ao mesmo tempo? Nem você consegue fazer isso, Edward. Agora me deixe cantar a minha musiquinha, por favor?’
‘Tá bem…’ Edward bufou.
Então eles ficaram rodopiando noite adentro. Mas mudando o foco da historinha, ali perto, nas redondezas, Mikon foi atrás de Bella mais uma vez.
‘Sr. Swan, vim pedir a mão de sua filha.’ Ele disse com firmeza ao pai da nossa heroína, mas não o mesmo tipo favorito de heroína de Edward.
‘Chegou tarde, ela está no Castelo da Fera, que é peludo e musculoso.’ O pai dela disse.
‘E você deixou sua única filha num castelo com uma Fera?’ Mikon perguntou.
O pai refletiu, refletiu, depois virou para ele, enquanto pegava seu equipamento de pesca. ‘É… Acho que sim. ’ E entrou em sua casa, deixando Mikon boquiaberto com tamanha falta de responsabilidade paterna.
‘Vou resgatar Bella dos braços daquela Fera. ’ Ele disse, levando um bando com ele para que pudesse matar a Fera.
Então houve uma batalha feia, muita gente brigando com objetos e bla bla bla, mas o melhor estava por vir… A batalha travada entre a Fera e Mikon.”
- Isso, titio, conta! – Renesmee me interrompeu. Seus olhinhos brilhavam e seu sorriso no rosto denunciava que ela queria uma grande batalha.
“Ah, foi uma briga horrorosa. Claro que, em condições normais, a Fera, com um peteleco tinha derrotado Mikon. Mas nesse dia, para dar mais ênfase à história, foi uma batalha muito feia. Punho contra punho, espada contra espada, até que eles duelaram do modo mais perigoso:
‘Desafio você para um duelo de Badminton.’ Mikon desafiou.
Não preciso dizer que não foi uma boa idéia. Como uma bala perdida, a peteca atingiu uma inocente: Bella.
A menina cambaleou, caindo dura no chão, com a respiração fraca e batimentos fracos.
‘Ela está morrendo, Edward, você tem que beijá-la agora.’ Alice disse.
‘Mas ela vai virar uma de nós, digo, vampira…’ Edward disse meio cabisbaixo, pois não casaria com ela primeiro…
‘Caramba, beija logo essa menina, minhas pétalas estão caindo e eu não quero ficar despetalada…’ Rosa gritou.
Então Edward beijou a menina humana, transformando-se novamente em vampiro, sua família voltou ao normal e a menina transformou-se em vampira.
‘Edward? Edward, é você?’ ela quis saber.
‘Sim, Bella, sou eu.’ Ele respondeu, sorrindo. ‘Você quebrou o feitiço, eu e minha família pudemos voltar ao normal. ’
‘Pena que seu nariz não se concertou.’ Bella murmurou. ‘Ele ficou meio tortinho… Mas até que é bonitinho assim…’
‘Han… É… Enfim, você aceita casar comigo?’ ele perguntou.
‘Ai, casar? Mas tão nova? Imagina o que as pessoas da aldeia vão dizer…’
‘Você não vai envelhecer, sabe? Agora que é uma vampira.’ Ele murmurou.
‘Ah, então, por mim, tudo bem.’ Ela disse.
Como Alice, aquela louca, já havia tudo planejado, o casamento foi realizado. A Rosa, depois de ter caçado a bendita raposa, ainda mal humorada, aceitou o musculoso irmão de Edward. Alice acertou-se com o ex-reloginho e todos viveram felizes para todo o sempre.’
- E fim. – eu conclui.
- SÓ ISSO?! – Nessie exclamou. – E Mikon, qual foi o fim dele? Gastón morreu no final do desenho, titio.
- Ele casou com a fofoqueira da aldeia… Mas que coisa feia, Nessie. Eu não vou alimentar essa violência desnecessária.
- Você adora violência, tio. – ela me lembrou, piscando incrédula.
- Sim, mas quando eu encorajo a violência é diferente. Ela pode se voltar contra mim. Sabia?
- Como assim? – ela questionou.
- Se eu encorajar, Rose, Edward e Bella podem ser violentos comigo, e eu não estou muito a fim de ser desmembrado hoje, sabe? – eu confidenciei.
- Hum… Puxa, mas eu adoraria ver Mike Newton se dar mal no final. – ela disse.
- Bem… Acho que podemos fazer algo a respeito disso, se você souber guardar segredo. – eu disse, armando um plano com a minha sobrinha.
Graças a Deus Alice não previa o futuro de Nessie e Edward estava longe demais para ouvir nossos pensamentos. O castigo teria sido terrível.
O caso foi o seguinte: Mike Newton tem um segredo. Depois de assistir O Chamado, ele ficou sete dias sem dormir. Até hoje ele tem medo que a garota, a Samara, venha rastejando e faça alguma perversidade com ele.
O que fizemos? Mandamos via celular o vídeo que aparece no filme com o nome: As mais belas de Forks. Depois disso, fiz Nessie ligar e falar com a mesma voz (a menina é uma ótima imitadora): Sete horas.
Rapaz, a cara do moleque ficou mais branca que a minha. E olha que eu já não tenho sangue no corpo…
Mas a melhor parte foi na hora de dormir. Nessie ficou fofíssima de peruca longa, lisa e preta, vestido de boneca todo rasgado e molhado, e a maquiagem ficou impecável. Eu não sabia que ela conseguia se maquiar tão bem, ainda mais para fazer uma cara tão horrenda.
Vou narrar mais ou menos o que aconteceu. No quarto de Mike, tive que quebrar a TV, instalar um poço falso em seu quarto e molhar tudo. Mas não se preocupem, já arrumei tudo antes de sair. Quando ele entrou no quarto e viu o poço, a TV quebrada e tudo molhado, ele ficou em choque. Pior ainda quando viu Nessie saindo do poço.
Coitado.
Nunca vi alguém desmaiar tão rápido. Parecia uma jaca madura caindo no chão. Prontamente, Nessie e eu arrumamos tudo, mas deixamos sua cama molhada, para que sua mãe pensasse que ele havia feito xixi na cama. HeHeHe…
Com Nessie satisfeita, voltamos para casa, onde Edward nos esperava. Nessie mostrou ao pai o que fizemos, e eu já estava esperando meu castigo, quando ele gargalhou, abraçou Nessie e disse: – Orgulho do papai.
Sério, quais os valores que Edward está ensinando para a filha? Se não fosse por mim, essa garota estaria perdida.
Pelo menos dessa vez eu não tive castigo algum. E é muito com começar um ano assim.
Então, monstrinhos e monstrinhas, titio deseja a todos um ano vampiresco, cheio de ursos pardos, quedas de braço bem sucedidas e historinhas.
Com muito amor, músculos e a vitória de não ter sido castigado, mas horrorizado com os novos valores ensinados às criancinhas,
Tio Emmett.
- Emmett, Emmett… Conte isso direito. Não foi bem assim que aconteceu. – Alice me corrigiu, lendo por cima do meu ombro o que eu acabara de escrever.
- Alice, fica na sua, tá legal? – eu disse.
- Não posso, sou muito correta para ver uma pessoa mentindo aos próprios leitores. Acho isso feio e eles merecem saber o que aconteceu com você depois de ter feito essa atrocidade com o garoto Newton. Conte a verdade, que Carlisle teve que atender o menino, pois ele ficava repetindo o tempo todo: sete horas, sete horas… E sentiu o seu cheiro no quarto dele. Nossa, eu nunca vi Carlisle perder a paciência com você, meu irmão, foi absolutamente engraçado ele chegar em casa bufando do jeito que chegou.
- Não vi graça nenhuma… – eu respondi.
- Claro… Você que teve que cantarolar canções de ninar para Mike Newton durante um mês inteirinho até que o menino pudesse dormir em paz, sem ficar repetindo, assustado, SETE HORAS, enquanto dormia. Não entendo porque não gostou, queria tanto ver o que Bella tanto falava enquanto dormia, quando era humana, mas você sabe que Edward nunca deixou, agora nem posso ver Nessie dormindo, pois Rosalie é cheia de dedos com a menina, ai…
- Alice…? – eu achei sua atenção.
- Sim? – ela respondeu.
- Diga logo que você só veio aqui dar um olá e se despedir dos leitores…– eu disse, sabendo das reais intenções da minha irmã pequena e chata.
- Ah, bom, já que mencionou… – ela sorriu, sem graça. – Fofinhos e fofinhas, muitos beijos e abraços com cheiro de roupas novas e botas de couro de salto fino.
- E FIM. – eu gritei, apertando o enviar do email.